quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Sabe, Cristo, descobri que há muitos dias estou de mal com você. Agora não andamos mais juntos, não conversamos mais. Desliguei-me mesmo. Com o tempo você sumiu da minha vida e, nem sei como, até parece que foi tão de repente...Puxa, como o tempo se encarregou de mudar as coisas! Nunca mais fui à Sua casa. Nunca mais me sobrou tempo para fazer meus companheiros Seus amigos, nunca mais falei de você prá ninguém, nem fico a pensar em você como antes.Estou muito mudado, sabe? Tenho andado por caminhos estranhos. Meus amigos agora são outros e talvez gostariam muito de conhecer você, mas não me sobra tempo mesmo para falar de você para eles, são tantas coisas boas a desfrutar que estou abismado, encantado com o mundo que eu não conhecia. Não leio mais o Seu livro ou coisa semelhante. O tempo não me sobra mesmo, os divertimentos, os passatempos, um encontro com os amigos me têm roubado as horas que era dedicadas a leitura do Seu Livro, a uma conversa aberta, íntima com você.Como eu mudei! Quando fico só penso nisso, mas muito de leve, não quero ver onde estou e até quando vou ficar assim, indiferente a você e as Suas coisas. Mudei muito mesmo, por dentro e por fora; não tenho mais devolvido aquilo que te pertence, não tenho mais reservado tempo para você como assim deseja que seja. Agora emprego em coisas que você nunca quis que eu usasse. Tenho me alimentado mal e dormido pouco, o que, segundo Seus conselhos, significa matar-me a mim mesmo. Sem querer falo uma porção de gírias, enterrando dia a dia minha espiritualidade.Tenho feito muita gente sofrer, meus pais que não se adaptam com essa mudança, meu novo modo de viver.Mas sabe, Cristo, perdi a hora de um encontro com a minha turma e até parece que o destino assim o quis. Hoje estou um bocado chateado. Daí fiquei só durante longo tempo e senti pela primeira vez muitas saudades de você. E, uma lágrima fria correu dos meus olhos, molhando a roupa nova que coloquei. Uma lágrima teimosa que insistiu em rolar, até parece que ia me sufocar e eu explodir de tanta tristeza. E como um desenhista dei a volta no grande compasso da vida e recordei com saudades como era gostoso ficar a sós com você, visitar Seus amigos, promover programas para engrandecer você, Sua causa, para fazer alguém feliz...Tudo, tudo isso passou diante de mim na grande tela da memória que o tempo não apaga fácil. Agora eu estava muito longe, eram caminhos completamente opostos e eu precisava começar tudo outra vez. Mas eu queria, precisava voltar, voltar ao lado bom da vida, para o verdadeiro caminho, para a razão de viver, para ser feliz, para estar outra vez com o meu velho e fiel Amigo, que me desculpava o atraso, que não guardava rancor pelas minhas travessuras.Senti vergonha de mim, nojo pelo caminho que eu colori com as minhas ilusões e descobri que agora eu era um escravo: do tempo, dos divertim entos, da moda, dos prazeres e muito mais, escravo do Seu grande inimigo - Satanás.Como estava sendo inútil, Cristo, o Seu sacrifício por mim, como não dei valor a mim mesmo, a vida que você me deu. Como você ficou triste por todo esse tempo em que me divertia, que fugia ao dever, que O neguei. Hoje, que quero, preciso ficar de bem, preciso voltar prá você. Me ajuda, por favor, Cristo!...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
infelizmente, nunca consegui descobrir quem a escreveu.
INFELIZMENTE

Eu amo. Amo muito.
Você é muito importante para mim.
Você corre... almoça, trabalha, você passa e não me vê.
Você grita, canta, chora,
você pára. Você ama, sorri...
Você nunca me chama.
Você se entristece, depois se acalma e não me agradece...
Você caminha. Sobe e desce escadas e não se preocupa comigo.
Você tem tudo e não me dá nada.
Você sente dor, nojo, você sente amor...
Você sente tudo... menos a Minha presença.
Você ouve,
você toca,
você tem os sentidos perfeitos, mas nunca os usa por Mim.
Você estuda e não me entende.
Ganha e não me ajuda.
Canta e não me alegra.
Você é tão inteligente e não sabe nada de Mim...
Você explora o fato de ser detestado por alguém que sabe que eu amo.
Você reclama os maus tratos, mas não valoriza o que eu faço por você...
Você está triste e nem sequer pensa em Mim; e se pensa é para me culpar!
Você não entende que eu sofro por você...
Você está feliz, nem me participa.
Você conhece tanta gente importante, e não conhece a Mim que o considero tão importante...
Você faz tudo o que os outros ordenam, mas não faz o que eu te peço com humildade...
Se você não subiu na vida, descarrega sobre Mim toda a sua ignorância.
Mas se você é importante na sociedade, pisa nos menos favorecidos!
Você esquece que os amo tanto quanto a você...
Você não tem tempo para nada, nem para pensar em Mim.
Você quebra tantos galhos para os amigos, e não tira um espinho da Minha testa...
Você reclama tanto da vida e não sabe que a Minha é triste por sua causa...
Você entende tanto as transações do mundo, mas não entende a Minha mensagem...
Você abaixa os olhos quando um superior te grita aos ouvidos e não levanta estes mesmos olhos quando falo de meu amor.
Você fala.
Fala mal dos outros e não sabe que eu conheço toda a sua vida.
Você enfrenta muitos obstáculos na vida, é forte, mas que pensa... Embora você não admita, você tem medo de Mim!..
Você defende seu time de futebol, o seu autor preferido, aquela pessoa que você acha bonita...
Mas você não me defende junto aos seus amigos.
Você não tem vergonha de despir-se diante de alguém...
Mas você tem vergonha de tirar sua máscara diante de Mim!
Você fala sobre o que Eu fiz, mas nunca me deu chance de falar sobre o que você faz.
É... você é um corpo no mundo.
Eu Sou um mundo em seu corpo.
Quem sou EU?
Eu Sou Alguém que todo dia bate na sua porta e pergunta:
- Há um lugar ara Mim na sua casa, na sua vida, no seu coração?
Eu estou presente, estou em todos os lugares...
Mas quero estar vivo dentro de teu coração!
Eu Sou JESUS CRISTO
e quero simplesmente que vocêMe aceite.... HOJE POIS AMANHA PODE SER QUE NÃO DE TEMPO......
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Um SonhoMeu Deus, não sei como queres que eu seja teu filho, vivendo nesta miséria que a cada dia aumenta, e faz com que minha crença e pobreza sejam alvo de zombaria e desprezo!Como queres que eu seja Teu filho se, todos os dias, na hora da refeição meus filhos fazem uma oração sobre um pequeno e velho pedaço de pão?Meus Deus, o que fazes quando eu e minha família, naquelas noites mais gélidas, deitamos num pequeno pedaço de pano, esticado sobre uma tábua fria no chão?Como posso eu achar nisto o grande tesouro que Tu prometeste? Como posso eu me considerar premiado, por ser um cristão sincero, se até agora nenhuma riqueza o SENHOR me deu?Mas foi sobre esta mesma tábua fria que, quando com minha família dormia, um sonho o Senhor me concedeu.Sonhei que um dia, quando na religião eu não mais cria, maior sorte que esta então teria. Sonhei que um grande prêmio na loto tirava, e pensava, SENHOR, que de Ti não mais precisava. Ah, quão enganado eu estava!Sonhei também que, no outro dia, cedo, mas bem cedo, a minha velha casa, onde pobre mas feliz eu morava, era por mim abandonada. Cercado de novos amigos, de gente que só queria o meu bem, para trás e para ela eu já não mais olhei. Dali, com minha família eu saí, pois uma grande casa me esperava, e nesta grande casa um banque me aguardava. E eu nem reparei que, naquela mesa onde havia só do bom e do melhor, o pão, que muito me havia alimentado, nem sequer havia sido lembrado.Algum tempo passou e, quando em um de meus carros andava, cheguei à conclusão de que minha mulher já não mais me agradava. Meus filhos, eles também não queria, pois agora, andando de clube em clube, de festa em festa, com carros e grandes barcos de passeio, eles já haviam esquecido, como eu, que um dia com amor formávamos uma família de DEUS.Quando em minha casa cheguei, somente algumas peças de roupa apanhei e, na luxuosa sala, em prantos, minha companheira de pobreza abandonei. Mas nem reparei que ela chorava, pois em minha cabeça eu só lembrava da boa vida que agora me aguardava.Uma outra casa comprei e uma nova mulher dentro dela coloquei.Um dia, na rua, uma senhora triste encontrei. Parecia que eu já a conhecia, mas foi quando ela falou que eu me recordei, era minha velha e sofrida mãe, que num barro deixei.Ela, com lágrimas nos olhos, me olhou, e a mim uma ousada frase falou: “Tu já não me conheces mais, já te esqueceste dos dias em que deixei de comer para te dar algo melhor, que passei noites em claro, que passei frio, noites a fio, cuidando de ti. Tu, agora, não és mais meu filho, és um monstro que o dinheiro transformou.”Ah, que raiva eu tive, e, sobre aquele magro e enrugado rosto, uma pesada bofetada lancei. Logo depois, um guarda me pegou e dali ele me levou. Disse que eu seria preso por agressão; mas quão bondoso ele ficou quando viu um monte de dinheiro sobre a sua mão. Imediatamente fui solto e, quando pelo mesmo caminho retornava, a mulher, em pratos, o seu rosto enxugava. Novamente tive vontade de esbofeteá-la, mas estava tão suja, que nem chegar perto dela eu ousava. Mas, com raiva, o guarda eu chamei e, por mendigar, aquela mulher para a prisão mandei.Saí dali e fui para casa, mas eu não esperava que lá o meu reinado no seu fim chegava, pois a mulher que era minha nova companheira foi embora, levando com ela todo o dinheiro que tinha, para gastar a vida inteira.Mas ainda me restavam os carros e a casa. E foi com o dinheiro deles que minha maior desgraça apenas começava. Pois foi certa noite, numa boate famosa e com a cabeça cheia de álcool que, por uma mulher da vida, minha existência eu arrisquei. Meti-me em uma briga e, no meio dela, sob forte estampido, senti-me ferido, enquanto uma bala em meu corpo penetrava. Já medicado no hospital, entre o sofrimento e a dor, é que me lembrei de minha mãe e de minha companheira. Porém, agora delas somente a lembrança restava. Quando novamente usufruí saúde, aquela lembrança em minha mente já apagada estava.E foi entre o jogo e a bebida que fiquei pobre, outra vez, na vida. Já com fome, e sem meus grandes amigos de bar, resolvi para minha mulher e meus filhos voltar. E foi entre tombos e tropeções que para lá me dirigi. Quando lá cheguei, encontrei em prantos aquela que era a mãe dos meus filhos. E ela, entre soluços, me falou: “Tu destruíste a minha vida, me abandonaste na riqueza, e já te esqueceste o quanto éramos felizes na pobreza. Meus filhos, já não sei por onde andam, provavelmente perdidos por estes caminhos da vida. Mas agora, estou mais consolada, sabendo que és mais infeliz do queu eu.”Saí dali e fui para um bar, para lá minhas mágoas afogar, e, por ironia da vida, fui preso por beber, pelo mesmo guarda que um dia paguei para minha mãe prender. Fiquei na cadeia alguns dias, e lá encontrei, em um canto da minha prisão, um pequeno pedaço de pão, que voltou novamente a saciar a minha fome. E foi lá, também, que minha mãe encontrei, abandonada e esquecida em um banco da prisão. Seus olhos fundos, marcados pela fome, mal puderam derramar umas últimas lágrimas ao me ver. E seu pranto começou a penetrar em meu cérebro, que parecia querer estourar.Foi aí que acordei do meu sonho, entre prantos e soluços. E quão feliz fiquei, porque minha família, junto de mim, encontrei! E graças a este sonho, meu amado DEUS, é que, de hoje em diante, vivo como verdadeiro filho TEU. Com toda a minha pobreza, ninguém, meu DEUS, ninguém no mundo, é mais rico do que eu!
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